8 negócios que tiveram a benção do Cade recentemente

14/09/2012 10:33

Pfizer com Wyeth

São Paulo - No fim de tarde de ontem, dia 13, o Cade aprovou a fusão da Pfizer com a Wyeth, mas determinou a alienação de ativos na fabricação de cinco remédios das companhias, voltados para a saúde animal.

O relator do caso, Elvino Mendonça, afirmou que o órgão antitruste não detectou nenhum problema de concentração em medicamentos para humanos. Entretanto, foi necessária a assinatura de um termo com o compromisso de transferir ativos e até mesmo duas marcas para uma terceira companhia no caso dos remédios usados no tratamento de bovinos, suínos e cães.

Comgás pela Cosan

Também ontem, dia 13, foi aprovado pelo Cade, sem restrições e por unanimidade, a compra de 60,1% do capital social da Comgás pela Cosan. A operação, de 3,4 bilhões de reais, foi concluída em maio e contempla 72,7% das ações ordinárias e 14,1% dos papéis preferenciais da Comgás.

O caso foi aprovado pelos conselheiros em bloco, sem discussão e leitura de voto, procedimento usado pelo Cade para processos que não oferecem maiores riscos de concentração de mercado.

Petrobras na Breitener

Nesta segunda, aprovou, sem restrições e sem passar pelo plenário da instituição, o aumento de capital da Petrobras na Breitener Energética. A informação foi publicada no Diário Oficial da União.

O aumento de capital foi aprovado em assembleia realizada em julho, mas precisava do crivo do Cade para acontecer. Na época, os acionistas autorizaram aumento de capital de 432,457 milhões de reais, valor suficiente para quitar parte das dívidas contraídas pela holding. Como os demais acionistas da Breitener não vão acompanhar a operação, a Petrobras passa a deter 93,66% da companhia.

Conpacel pela Suzano

Outra operação que levou a benção do órgão antitruste foi a compra, sem restrições, de 50% do Consórcio Paulista de Papel e Celulose (Conpacel), antes pertencentes à Fibria Celulose, pela Suzano Papel e Celulose. A aprovação aconteceu no início de agosto e permitiu ainda que a Suzano levasse para casa a distribuidora KSR.

A Suzano adquiriu a Conpacel por 1,45 bilhão de reais e a KSR por 50 milhões de reais, o que ajudou a reduzir o endividamento da Fibria, que carrega uma grande dívida por conta das perdas com derivativos da Aracruz Celulose, em 2008.

Brita Norte pela Votorantim

A aquisição da Brita Norte Mineração Engenharia e Terraplenagem pela Votorantim Cimentos foi outra aprovada, por unanimidade, pelo Cade, em julho.

Para o conselheiro relator do processo de compra da Brita Norte, Ricardo Ruiz, essa operação não tem potencial de fechar o mercado de mineração na região de Porto Velho, onde a Brita Norte está sediada e não traz prejuízos à competição por esse motivo.

 

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