PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO | PROPAGAR TRAINING

19/01/2017 17:18

 

 

O Planejamento orçamentário (PO) é o plano financeiro estratégico de uma empresa ou organização para a gestão, em determinado exercício, com o cálculo das receitas e das despesas, ou seja, com a estimativa das entradas e saídas de recursos ao logo do período.

 

No caso de uma empresa varejista, o PO, além da previsão de receitas, despesas e resultado (lucro) previsto, deve contemplar também o planejamento de margem, estoque (cobertura) e compra.

 

Dirigir uma empresa sem ter um PO com Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) – Previsão de lucro, é a mesma coisa de dirigir um avião no escuro e sem instrumento.

 

Com a elaboração de um PO, o empresário tem uma noção exata de qual é o resultado esperado do seu negócio, por loja e o total consolidado, permitindo identificar, com a devida antecedência, o lucro previsto por cada loja. Cito lucro ao invés de resultado, porque se uma determinada loja tem uma previsão de prejuízo ao logo do exercício, o gestor deve adotar estratégias para torná-la lucrativa e, caso não seja possível, providenciar o seu fechamento com a devida antecedência, pois não podemos manter uma loja que apresenta prejuízo sistemático, sugando o lucro deixado pelas demais, ao não ser por alguma razão muito especial, que não deve ser sentimental.

 

Na elaboração do PO o gestor deve ser pessimista nas vendas (receitas) e otimista nas despesas, pois a tendência do empresário lojista, pela sua própria natureza de empreendedor, e achar que vai vender muito mais e gastar sempre menos, o que na prática nem sempre ocorre. No planejamento das vendas, o gestor deve traçar um cenário levando-se em conta: a tendência do mercado onde atua para o período orçamentário, o possível comportamento da concorrência, o comportamento das suas vendas nos últimos três anos e a ações que serão implementadas para ganhar participação no mercado. Pelo lado das despesas, deve ser analisado o comportamento dos custos no último ano e as tendências do mercado (por exemplo, o aumento do IGPM no ano de 2011 vai aumentar os aluguéis de shoppings acima da inflação) e não deve ser esquecido nenhum tipo de despesas, por menor que seja, pois, as rubricas de pequeno valor são as que normalmente consomem o lucro das pequenas e médias empresas.

 

Somente a elaboração do PO não resolve o problema das empresas, ele deve ser uma ferramenta básica de gestão e deve ser acompanhado mensalmente, mediante a comparação do previsto com o realizado e deve ser dedicado atenção especial para os itens com variação   acima de “x” por cento.

 

O percentual de 10% é um bom número para começar a analisar todas as receitas e despesas com variação superior, em relação ao previsto, para adotar estratégias visando identificar os motivos das distorções e ações para corrigi-las.

 

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